terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Encerrando o Ano

Encerro o ano com flores brancas! 

Planta-se a semente, 

cresce a árvore 

floresce e dá frutos. 

Os frutos trazem em si 

embriões de nova vida.

 

A vida na sua expressão terrestre, 

é como uma árvore grandiosa.

 

A infância é a sua 

ramagem verdejante. 

A mocidade  se constitui de

suas flores perfumadas e formosas. 

A velhice é o fruto 

da experiência e da sabedoria.

 

Há ramagens que morrem 

depois do primeiro beijo do Sol, 

e flores que caem 

ao primeiro sopro da Primavera.


O fruto porém, 

é sempre uma bênção do Todo-Poderoso. 

A ramagem é uma Esperança; 

a flor uma Promessa; 

o fruto é a Realização. 

Só ele contém o doce mistério da vida, 

cuja fonte se perde 

no Infinito da Divindade!


Desejo a todos  amados meus 

Que tenhamos sempre: 

O Fruto doce das boas ações, 

na bênção Divina. 

A Ramagem farta da Esperança 

em nosso corações. 

As Flores como promessas 

de dias melhores. 

Os Frutos: a Realização do Amor!


Feliz 2015 a todos! 

Namastê!


domingo, 28 de dezembro de 2014

Jesus


Jesus

Reis, juizes, heróis, generais e tiranos
Entre o ouro e o poder, de vitória, em vitória,
Comandaram na Terra a vida transitória,
Erguendo sobre o povo os braços soberanos.

E passaram fremindo, arrojados e insanos,
Ébrios de ostentação e famintos de glória
Detendo-se, porém, nos túmulos da História
Relegados á dor de cruéis desenganos.

Mas o Cristo, na palha, humilde e pequenino,
Traz consigo somente o Coração Divino,
Na exaltação do bem que ilumina e socorre...

E...brilhando por sol generoso e fecundo,
Em todas as Nações que engrandecem o mundo
É sempre o Excelso Rei do amor que nunca morre. 

Amaral Ornelas. pelo Médium Chico Xavier
Do Livro Antologia Mediúnica do Natal.





quarta-feira, 24 de dezembro de 2014



Olá amigos!


!


 Independente dos textos que escrevemos e ou das telas que pintamos, a vida continua célere mente em seu dia a dia. E tal qual pessoas normais que somos, muitas vezes impelidos pelos trabalhos a realizar, e outras tantas pelo próprio decorrer do tempo e compromissos assumidos, somos defrontados com nossas escolhas, e estas geram dentro de cada um, o minuto seguinte e a colheita própria das ações. 
É importante ressaltar que  a vida é assim mesmo, feita de escolhas, mas temos por trás delas toda uma conjunção de coisas optadas antes do nosso nascimento, para que aqui pudéssemos cumprir com todas elas e o nosso espírito, então, chegar  a atingir os pontos que se prometeu no avanço normal da vida assumida. Cumpre-nos então estarmos de coração aberto.
 E é assim, de coração aberto que venho aqui,  desejar a vocês um Lindo Natal! Sabemos que muitos nem isso terão, então torna-se mais que necessária a conscientização, de que nesse momento, muitos precisam das nossas orações, para que se não desencantem da vida  e não desistam. Façamos pois a nossa parte! Sejamos gratos por tudo que  superamos no ano que passou! E uma forma de agradecer a Deus tudo isso , é sem dúvida alguma, poder estar em condições de colocar em nosso pensamento e coração , as melhores disposições  de vibrações amorosas para todos aqueles que  delas necessitam... O mundo conturbado no final de milênio nos instiga  mais e mais  ao amor, pois somente ele poderá nos dar forças para seguirmos adiante! Sejamos nós mesmos sempre, mas sempre prontos a amar!

Feliz Natal a todos!
Grata pela doce amizade que aquece o coração!
Que as bênçãos do Mestre Maior esteja com todos!

O amor seja aos corações e em todos os lares!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sobre Saudade

Quando meus olhos estiverem cansados 

de olhar as lembranças, 

para preencher o vazio e eu morrer, 

não me chame pra tomar satisfações. 

Não me culpe por amar. 

Se você não me compreendeu, 

não tens parte comigo.

Mas não se preocupe, 

eu não sou o diabo 

apesar de frequentar o inferno.

E até mesmo o diabo, 

um dia se cansa de queimar... 

Conte as horas, os minutos 

para o início da felicidade. 

A felicidade não és tu, não sou eu. 

A felicidade é a eternidade.

Ângela Garcia Sant"Anna

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nuances

"Frio, calor,
Calor, frio...
E segue a vida
Cada um tentando
Ser o que pode
Fazer o que deve...
Preto, branco
Branco, preto
Luz , sombra,
Sombra, luz...
Vida Infinita
Várias nuances...
Azul da prússia
Amarelo é meu ouro.
Sangue nas veias
Escorre da vida...

Ângela G. SantAnna"
 Artista: Vincent

Tarsila

As cores de Tarsila são tão alegres que é impossível não curtir. Sempre preocupada com Brasil, gosta  mesmo de usar as cores do Brasil , tem uma vibração muito suave e é muito querida por todos os demais pintores.




(Pintura de Ateliê)
Médium: Ângela


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Contato com a espiritualidade

Ao entrarmos em contato com a espiritualidade, muitas coisas vão sendo delineadas em nossa mente, coisas que nem sequer estávamos pensando. 
Precisamos apenas nos deixar levar  e sentir a energia que vem em nossa direção. 

A partir desse momento, tudo vai tomando forma.... 
Um fundo que representa uma Natureza.


Um branco que no momento representa um índio,

 Um rosto que representa uma proteção maior...

segunda-feira, 2 de junho de 2014

domingo, 6 de abril de 2014

Sandálias Psicológicas


Partam- quando quiserem.
Voltem- quando quiserem. 
Eu estou sempre aqui.

Mas deixem as sandálias do tempo
Do lado de fora.

Quem eu sou?

Eu sou a fluidez
Do imortal agora.
( M.D.F.T.)




Artista: Vincent Van Gogh
Médium:Ângela

terça-feira, 1 de abril de 2014

Conta uma lenda...

Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o céu e o inferno. 
Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão, mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. O sofrimento era grande. 
Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento.
'Eu não compreendo', disse o homem a Deus, 'por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?' Deus sorriu e respondeu: 'Você não percebeu? 
É que porque aqui eles aprenderam a dar comida uns aos outros.' 


MORAL:
Temos três situações que merecem profunda reflexão:
1. Egoísmo: as pessoas no 'inferno' estavam altamente preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação; 
2. Criatividade: como todos estavam querendo se safar da situação caótica em que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema; 
3. Equipe: se tivesse havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida. 



Artista: Renoir
Médium : Ângela

terça-feira, 18 de março de 2014

Vazio


Teu lugar ficou vazio
Na mesa, na cadeira da varanda,
Ao meu lado,
Nosso diálogo virou monólogo
O grito morre na garganta
A dor dilacera no peito...
A conversa até altas horas
Se torna mental, 
Diluída na pausa(ou seria um hiato?)
Um tempo que se foi
Mas que permanece
Registrado no não tempo
As lágrimas teimam, ardem
Juntamente com as lembranças...
O café esfria, se torna símbolo 
Do até breve
Do daqui á pouco, do tudo passa...
O perfume do Eterno!
Seu aroma me persegue
Como quem diz
Aqui estou!
Sinto o cheiro , mas não vejo
Minha face arrepia...talvez um beijo?
Estendo os braços, não entendo
Parecia pressentimento
Passo a passo me envolvia
Naquela estranha agonia
Fiz-me forte, noite e dia
Sustentei-te em meu regaço
Tentando arrebatar-te...
Mas o tempo, ah o tempo
O tempo galopando o vento
Bem mais rápido que eu
Aturdida em meu lamento,
Foi aquele que venceu!
Invadindo a intimidade, sorrateiro e veloz
Rosa virou violeta 
E eu perdi a voz!
Volta o vento agora
Enxuga as lágrimas, sente...
E eu Confiante no Maior
Entrego meu abraço ao vento...
O vazio é a minha voz
Tornei-me Imortal sou Eterna
Divina compreensão
Os tubos de tintas abertos
A luva vazia participam da minha dor
Mas o vento que sopra pra eles
Traz uma estranha alegria 
De rever o meu amor!
Ângela G. Sant'Anna


Médium : Ângela
Artista: Monet
Óleo sob tela(60x90)

terça-feira, 11 de março de 2014

Quem sabe


"Tomara que a chuva 
Caia de mansinho
Lavando a alma 
Em cada pedacinho
Trazendo paz ao coração.

Quem sabe limpo e renovado
Ele esqueça estar cansado
E volte a ter esperança
Desfazendo da ilusão... 

Volte a sorrir, a amar...
Quem sabe contemplar 
Novos dias de alegrias
Longe da escuridão... 

Quem sabe depois da chuva 
Volte a ser um coração!"
Ângela G. Sant'Anna



sexta-feira, 7 de março de 2014

Clamor por União


Vivemos um momento crucial na Terra. Um embate decisivo de forças. A força do Cristo que nos puxa para os cimos e a resistência das trevas que atraem para baixo. Um autêntico duelo de titãs se trava nos bastidores da humanidade terrena. Não fosse a extensão da Misericórdia Celeste e o planeta estaria totalmente dominado pelo mal.
A união de forças fraternais nesse momento implica na formação de trincheiras ativas do bem. O dístico que inspirou o codificador nunca foi tão apropriado como roteiro moral de segurança, equilíbrio e libertação: tolerância, fraternidade, e trabalho.Eis a ordem do Mais Alto que expressa a atitude da misericórdia aplicada.

Na contramão da ação benevolente de dar as mãos e nos fraternizar está o império da maldade insuflando a descrença. Sem a fé e confiança, o homem se estiola. Sem o ideal e sem amor, a humanidade perece à míngua. Descrença é a força para baixo que exaure e consome a disposição de marchar e elevar-se. A ausência de fé legítima no bem produz a escassez e a penúria em assuntos da alma, mantendo-nos cativos nas celas da preguiça, da tristeza e do vazio existencial.

Um dos seus efeitos mais perniciosos é fixar-nos no "lado sombrio" da vida e do próximo.
Na convivência, a descrença patrocina o esfriamento afetivo e favorece a indisposição para proximidade, a cordialidade. É o sentimento que esfacela a confiança, bombardeia os pensamentos com a cobrança e incendeia a crítica maledicente.
Quando focamos nossa mente nas mazelas alheias, despertamos em nós próprios os monstros da inveja, da disputa e da indiferença que alicerçam o piso emocional da rivalidade silenciosa.
A melhor palavra que define a ação misericordiosa de uns para com os outros é a indulgência.

O indulgente vê o mal de outrem e se resguarda na ação complacente de destacar-lhe seus valores e conquistas. Esse impulso de generosidade e altruísmo é a apólice de proteção mais inspiradora para relações sadias e educativas regadas por afeto cristão.
A união depende desse ato promissor de perceber sem denegrir. É arte de nos perdoarmos uns aos outros pelo que ainda somos no carreiro da evolução.

Os grupos doutrinários que não aplicam indulgência matam a esperança do pacifismo nas relações e constroem ninhos acolhedores para a cizânia.
União não significa caminharmos sempre juntos, mas poder contar sempre uns com os outros; não significa que tenhamos que aceitar as ideias alheias, porém, respeitar o direito que outrem tem de cultivá-las, sem asilar perturbação ou antipatia; e o mais importante: união não significa viver sentimentos que ainda não somos capazes, todavia, não permitir qualquer obstáculo para que o arrependimento ou a saudade não destruam ou reprimam o amor que, inegavelmente, nutrimos por alguém.
Estamos procurando corações dispostos a enaltecer a "boa parte" de quem quer que seja. A tarefa genuína do educador de almas é tirar de dentro dela a beleza reluzente, os lírios de esperança adormecidos em cada um de nós. O clamor das esferas superiores é estender as mãos uns aos outros incondicionalmente.

Sem amizade, será a derrocada do dialogo.
Sem dialogo, resta-nos a solidão dos pensamentos no qual emaranhamos em fantasias que alimentam a loucura da discórdia e da separação com motivos aparentemente justos a nosso favor.
Só quem distancia do amor aplicado, reserva-se o insano direito de diagnosticar culpados pela perturbação e dissolução nos ambientes da doutrina. O somatório de nossas lutas morais é a única explicação aceitável para a borrasca que atinge a convivência.

Se não nos tolerarmos, não floresce a fraternidade, e sem ela somos, inevitavelmente, atraídos para baixo ao encontro das sombras que agasalhamos. Sem fraternidade, não haverá espaço para a atitude de alteridade em nosso íntimo.
Misericórdia é a diretriz que traduz amor incondicional. Se o Cristo nos aceita, estendendo benesses em todo instante pela nossa caminhada, por que haveremos nós, operários imperfeitos de Sua Obra, de depreciar o valor de outrem que coopera fazendo o melhor que pode?
A destruição dos grupos espíritas caminha nesse passo: julgamento/ rotulação/ crítica/ maledicência/ mágoa/ inimizade/ indiferença/ conflitos/ obsessão/ cisão perturbadora.

Tudo começa no pensamento quando nos concedemos observar o argueiro no próximo sem enxergar a trave em nós próprios.
Desoprimamos o coração do peso da mágoa que provém, quase sempre, de julgamentos intolerantes que fazemos da ação alheia.
Conquanto caiba-nos o direito de discernir a conduta de outrem e dela discordar, compete-nos o dever de zelar pela manutenção dos melhores sentimentos cristãos para a pessoa em si. Que desabonemos a conduta, mas continuemos a amá-lo. Divergência de opinião sem desistência do amor.

Na ordem cristã impera: julgamento/ compaixão/ assertividade/ oração/ acolhimento fraterno/ amabilidade/ amizade/ concórdia.
Agindo assim espalharemos o clima de otimismo e da crença uns nos outros criando ambientes revigorantes para nossa fragilidade e inconstância afetiva.
Lembre-se: quem quiser sentir Jesus mais perto de si nesses dias tormentosos da Terra, tenha sempre uma palavra de estímulo nos lábios e um gesto de amabilidade na atitude. Saiba retirar o diamante escondido no lodo. Desapegue das certezas acerca dos julgamentos e renove o campo mental para estar sempre a dizer mesmo sem palavras: estou aqui meu amigo, conte comigo!

Em um belo poema de luz, Paulo em sua segunda carta ao povo de Corinto, capítulo doze, versículo quinze, receitou: "Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado".
Amemos sem cansar. Incondicionalmente.

Da servidora do Cristo e amante do bem.
Maria Modesto Cravo
 


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sou feliz agora

Viver o agora é saber aproveitar o momento que se nos apresenta, para fazer o Bem e nos superarmos, evitando contratempos como as pré-ocupações que distraem o nosso pensamento,nas elucubrações do que poderá acontecer, sem mesmo saber se de fato vai acontecer.
O agora só nos faz viver o presente,independentemente se tivemos um passado, até porque ele já passou ou se teremos um futuro,esquecendo de que as experiências vividas no passado são os erros ou acertos que nos colocam em mérito ou demérito em relação ao futuro.


Porém, a nossa percepção de que estamos fadados a evolução e á Grande Luz, nos dá a calma que o nosso espírito necessita em momentos de dor e angústias.
Sofrimentos esses, que se não forem analisados á luz do progresso, e da infinitude que se projeta diante de nós, poderiam bem nos levar a cometer atos impensados, que prejudicaria e comprometeria grandemente a nossa evolução, fazendo-nos perdermos os pequenos méritos já adquiridos com todos os contratempos vividos e superados até  momento.
 A calma, a resignação e a fé no futuro dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo diante das vicissitudes que o homem não tem forças de suportar.
 Modifica-se a visão da vida com a certeza de que ela se prolonga indefinidamente. Para além das dimensões puramente corpóreas. E em condições inteiramente novas, onde o Espírito poderá aurir novas forças.
 Elaborar novos projetos ou dar continuidade aos que ficaram. Exercendo ainda e sempre o seu direito de  evolução e felicidade tão almejados nos dias atuais, com maior propriedade, pois embasadas numa evolução concreta diante de todos os percalços superados do próprio caminho.
Ao final do qual poderá dizer a si mesmo: Eu fui o mais forte, eu venci, aprendi, superei. SOU FELIZ AGORA!
Ângela G. Sant'Anna



























quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Viver não é brincadeira não


Começo o Ano Novo observando os fogos. (Mas não só eles...).
São muitos, como sempre, diversas cores e formas. 
O barulho é intenso... Muito próximo de mim, várias famílias com o olhar distraído para o alto, encantados...
Torno a olhar em volta e percebo bem diante dos meus olhos, uma criança entre 6 a 8 anos talvez com uma latinha de cerveja nas mãos. Mais alguém também percebe e se espanta, e acabamos por constatar que ela havia saído do colo de um adulto, possivelmente o pai, que com outra latinha nas mãos permanece com olhar absorvido pelos fogos. 
Tenho ímpetos de arrancar das mãos da criança aquela latinha e dizer: Olha isso não é brinquedo! Mas respeito o livre arbítrio dos pais... Embora com muita dor no coração. 
E os pais diante de mim nada fazem para modificar a situação. 
Voltamos para casa e já na primeira curva do caminho, um sujeito jovem, bem vestido, boa aparência sentada no meio fio aspira um pó branco colocando em cima de algo como uma carteira. Espirra. 
E diante dessa cena sinto que alguns pensamentos meus se espargem para bem longe também... 
Imagino o futuro da criança cujos pais inconscientes a deixam adultificar-se antes do tempo, distraídos com as luzes fugazes do céu.
Imagino o futuro desse jovem em breve, adentrando a um pronto-socorro qualquer, sem condições sequer de coordenar seus esfíncteres. Carregado por alguém que nada tinha a ver com aquela viagem estúpida, cujo objetivo era fugir de uma realidade, sadia talvez, apesar dos problemas, e fugir, sabe-se lá do que, adentrando uma vida vegetativa. 
Porque alguns sonhos são verdadeiros pesadelos, os quais carregam no seu bojo, pessoas que nos amam incondicionalmente... 
Imagino um futuro melhor para ambos e oro por essas consciências obnubiladas pelos fogos de artifícios, cujo maior objetivo naquele momento era afastá-las da realidade.
Oro para que despertem um dia qualquer desse Ano Novo, se assim lhes for possível...Ainda somos crianças espirituais como nos diz Jesus.
E assim segue a humanidade, distraída de seus objetivos e potencialidades, pelas luzes efêmeras da vida. Por vezes a impotência dói demais!
E para que servirá a dor dos pais ao constatarem que já é muito tarde? 
Talvez diante dessa constatação se acenda a luz verdadeira. Aquela que não morre dentro de cada um de nós e que não tem o colorido espalhafatoso do Réveillon. 
Mas permanece no silêncio de um novo dia...
Ângela G. Sant'Anna